A importância da vacinação

O seu animal de estimação está diariamente exposto a ameaças do exterior. É importante dar-lhe os melhores cuidados de saúde, por isso deve visitar regularmente o Médico Veterinário. Quer na altura de doença, quer, e sobretudo, em alturas regulares mesmo na ausência de problemas.

A consulta anual vacinal é muito importante. É nesta consulta que o Médico Veterinário faz um exame detalhado do seu cão: examina entre outros órgãos, a boca, os olhos, a pele, o coração e pulmões, assim como o abdómen e membros.

O Médico Veterinário dará recomendações sobre a dieta a seguir, o exercício, a desparasitação e a vacinação mais adequada! É fundamental que anualmente o seu cão visite o seu Médico, para ficar a saber, todos os anos, o estado de saúde do seu amigo de 4 patas, pois ele envelhece mais rapidamente do que o dono!

Todos sabemos que os cães e os gatos precisam ser vacinados e que a vacinação é muito importante para a saúde dos nossos animais de estimação, evitando doenças de evolução frequentemente fatal.

É no primeiro contacto com o médico veterinário, quando são feitas as orientações pediátricas essenciais ao bom desenvolvimento do filhote (relativas à alimentação, desparasitação interna e externa, identificação electrónica através de microchip, conselhos básicos sobre higiene e educação…), que se toma conhecimento do que chamamos esquema de vacinação. Esse programa de vacinações, criteriosamente elaborado pelo veterinário, visa garantir a saúde do nosso novo amigo.

 

As doenças

O esquema de vacinação é diferente para cães e gatos, já que as patologias que acometem estes animais são causadas geralmente por agentes etiológicos específicos de cada espécie. No entanto, existem excepções, tal como acontece para o vírus causador da Raiva, que pode infectar cães e gatos (entre muitas outras espécies, onde se inclui o homem) e ser transmitido entre as espécies.

Os CÃES são normalmente vacinados contra a Esgana, Parvovirose (Gastroenterite hemorrágica), Hepatite infecciosa canina, Parainfluenza (Traqueobronquite infecciosa canina ou tosse do canil), Leptospirose, Coronavirose e Raiva.

Os GATOS são vacinados contra a Rinotraqueíte infecciosa felina (Herpesvirose), Calicirose, Panleucopénia felina, Leucose felina (Leucemia felina) e Raiva.

Há ainda outras vacinas que podem ser incluídas no programa de vacinação, com a piroplasmose (doença transmitida por carraças) para os cães e a Clamidiose para os gatos.

 

Os gatos e os cães devem ser revacinados anualmente

Na rotina da clínica veterinária dos animais de companhia, frequentemente deparamo-nos com animais que foram devidamente vacinados quando filhotes, mas que não receberam o reforço anual.

Por desconhecimento, alguns proprietários acreditam que as viroses não afectam animais adultos ou idosos, e que por isso estes não precisam ser vacinados. Isso não é verdade. Em qualquer idade, a vacinação é o método mais eficaz de controlo destas graves doenças.

Outro erro comum é achar que um animal adulto que nunca foi vacinado, não precisa mais fazê-lo. Para a protecção deste animal, ele deve ser vacinado. Para cada caso haverá um programa de vacinação efectivo elaborado pelo médico veterinário.

É oportuno aqui desmistificar a ideia, ainda divulgada entre alguns caçadores, de que vacinar os cães lhes tira o faro, inutilizando-os por isso para a caça: Esta afirmação não tem qualquer fundo de verdade. Actualmente, as vacinas são produzidas sob elevados padrões de qualidade e não há nada a recear…é certo de que um animal não deverá ser vacinado imediatamente antes da ida para a caça, pois nos dias a seguir à vacinação poderá ficar mais “em baixo de forma”, o que pode afectar a sua performance como cão de caça. Logicamente, basta vacinar o animal com alguma antecedência e não no dia anterior à abertura da caça! Para além disso, não se esqueça que o contacto com outros cães durante a caça, pode ser uma oportunidade para o seu cão contrair doenças fatais, que só poderão ser evitadas através da vacinação.

 

A imunização

Quando nascem, os cães e os gatos recebem através do colostro (“primeiro leite da mãe”) os anticorpos maternos, sendo por isso essencial que eles mamem nas primeiras horas após o parto (24 horas no máximo). Nas primeiras semanas de vida são estes anticorpos os responsáveis pela protecção contra as doenças. Estes anticorpos começam a diminuir entre a quarta e a quinta semana de idade. Então, o cachorro e o gatinho deixam de estar protegidos, na ausência de medidas de vacinação. Felizmente, com os avanços tecnológicos, conseguimos vacinar os filhotes cada vez mais cedo, o que é muito importante, pois quem adquire um animal de estimação fica ansioso para passear com ele, o que só deve ser feito no final do esquema de vacinação. Afinal, todos queremos mostrar o nosso novo amigo, mas sem colocar em risco a sua saúde, não é verdade? Assim, os protocolos de vacinação podem iniciar-se a partir das 5 semanas nos cachorrinhos e a partir das 8 semanas nos gatinhos. Se o calendário de vacinação não pôde ser seguido desde essa idade, ele deverá ser iniciado o mais rapidamente possível.

 

A administração das vacinas

As vacinas são produtos biológicos vulneráveis a determinadas temperaturas. Somente o veterinário pode avaliar as condições de produção, transporte, armazenamento, manipulação e administração da vacina, assim como as condições clínicas do animal que vai recebê-la. Para ser vacinado, é imprescindível que o animal esteja em perfeito estado de saúde (inclusivamente bem desparasitado), o que só pode ser concluído após o exame clínico efectuado pelo médico veterinário.

Portanto, nunca aceite que alguém que não seja veterinário vacine o seu animal!